Escolas brasileiras atuais estão longe de ser o ideal para uma boa educação

Independente do momento histórico vivido, a educação sempre se apresentou como ferramenta de propagação e inserção cultural. Hoje, na contemporaneidade ela se tornou um direito fundamental institucionalizado.

A democratização da educação é fundamental para manter uma unidade democrática. Com isso, teremos  um número cada vez maior de  cidadãos mais bem formados. Assim, é possível articular um projeto político que busque diminuir as desigualdades sociais, a violência e promover o crescimento econômico.

Segundo levantamentos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), o percentual da taxa de analfabetismo de pessoas a partir de 15 anos em 2019 apresentou um aumento de apenas 0,2% em relação ao ano anterior.  Tudo isso significa que em 2019 o Brasil apresentava a cifra de 11 milhões de analfabetos nessa faixa etária.

Dados do Instituto Brasileiro de Geográfia e Estatística (IBGE) concluíram que em 2019 63,5% dos jovens com idades entre 18 e 24 anos não haviam concluído a educação básica (ensinos fundamentais e médios) e não frequentavam a escola.

Segundo os dados, o período de maior abandono escolar ocorre entre o ensino fundamental e o médio.

Entre os motivos responsáveis pela evasão escolar apontados pelos jovens, os principais foram: necessidade de trabalhar e falta de interesse. Para os homens, a necessidade de trabalhar alcançou o percentual de 50%, enquanto que as mulheres apresentaram o desinteresse como principal fator (24,1%). Entra os possíveis tarefas realizadas pelo grupo feminino, 11% afirmam que as atividades domésticas são responsáveis pelo abandono escolar.

Essas informações nos levam a um cenário bastante alarmante, apresentando dados que levam a refletir que as práticas adotadas no ensino público devam ser repensadas e possivelmente reformuladas.

Estudiosos afirmam que, apesar de estarmos no século 21, a escola no Brasil ainda pensa e tenta resolver os problemas do século passado. Apesar do empenho de grande parte dos professores, o sucateamento das escolas públicas brasileiras não permite o avanço que se espera.

A desvalorização do profissional da educação, a precarização das escolas e o pouco interesse público em mudar os dados apontados anteriormente são as principais características do cenário da Escola brasileira na atualidade. Tudo isso nos aproxima cada vez mais da falência de uma proposta de universalização do ensino promovida pela constituição de 1988.

Salvo alguns poucos exemplos de modelos de escolas que podem ser apontadas como verdadeiramente cumpridoras do seu papel social, de forma geral percebemos que as instituições públicas de educação básica tem apresentados mais pontos negativos, o que faz com que a exceção seja bem mais desejada do que a regra.

Alguns especialistas apontam que para que que haja mudança nesse preocupante cenário é preciso que toda a sociedade civil se uma e se responsabilize de forma direta, participando mais ativamente da vida escolar, ou indireta, cobrando melhores resultados a respeito dos investimentos públicos.

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