Pelo menos em uma coisa nós podemos concordar: o terceiro filme é sempre o mais fraco”. É isso que a nova Jean Grey (vivida pela atriz Sophie “sansa” Turner) diz após conferir uma sessão de Star Wars VI – O Retorno de Jedi em uma cena de X-Men: Apocalipse, novo episódio da franquia mutante mais famosa da Fox. Uma frase que realmente faz muito sentido, tanto com a trilogia clássica de Guerra nas Estrelas, quanto com a saga de O poderoso chefão e até com as duas levas de filmes que já tivemos sobre os tais X-Men. Mas antes de explicar melhor essa história, bora saber um pouco mais sobre o enredo da produção.

200Sob a direção do novaiorquino Bryan Singer (responsável pelo primeiro, o segundo e o último filme dos mutantes),  Apocalipse se passa mais de uma década após X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido (mais precisamente em 1983, já que a timeline da produção anterior era meio zoada) e começa mostrando o que aconteceu com Professor Xavier (James McAvoy), Magneto (Michael Fassbender) e Mística (Jennifer Lawrence), a tríade de protagonistas da trama, além de apresentar novos personagens como Ciclope (Tye Sheridan), Noturno (Kodi Smit-McPhee), Tempestade (Alexandra Shipp) e a já citada Jean Grey. Uma turma que terá que decidir se apoia ou parte para a porrada contra Apocalipse (Oscar Isaac), uma espécie de divindade mutante que ficou adormecida por séculos e agora quer sumir com todos os humanos da face da Terra.

Muito efeito para pouca história

Começando com uma sequência extremamente carregada de efeitos visuais e com design de produção bastante barango – aquela zoação de que o Apocalipse parecia ter saído de algum episódio de Power Rangers fica ainda mais forte por aqui -, X-Men: Apocalipse já mostra logo de cara alguns dos problemas que irão acompanhar a produção até o final: sua falta de tato no uso de computação gráfica apoiada por um roteiro que às vezes é preguiçoso demais e às vezes é corrido demais, escrito por Singer e Simon Kinberg, caras que também assinaram a história de Dias de Um Futuro Esquecido.

Com uma das tramas mais fracas de todos os filmes dos X-men para o cinema, esse aqui se divide em ser durante 1 hora um filme de origem, contando sobre a vida de vários daqueles personagens que nós já conhecemos de outros carnavais (mas que não sabíamos de onde tinham vindo) e a outra 1 hora e pouco sendo um filme catástrofe, repleto de cenas de ação tão grandiosas e impossíveis que acabam nos jogando para fora da trama – a não ser que você, no dia a dia, veja cidades sendo explodidas e dizimadas por mutantes de capa o tempo todo.

Agora o lado bom é que mesmo com todos esses problemas, não dá para dizer que esse X-men seja um filme ruim.

A força do elenco de X-Men: Apocalipse

Fassbender: um dos pontos mais altos do filme

Fassbender: um dos pontos mais altos do filme

Se a gente fosse fazer um ranking com os melhores filmes dos X-men para os cinemas, com certeza Apocalipse passaria longe do topo. No entanto, ele ainda está bem à frente de X-Men: O Confronto Final – que, apesar de fraco, também não era horrível. E tem dois motivos para isso: o primeiro são aquelas boas sequências de ação.

E aí não dá para deixar de falar da brilhante sequência envolvendo Mercúrio e uma gigantesca explosão ao som do clássico Sweet Dreams, do Eurythmics. Um trecho que é quase como uma versão com esteroides daquela da cozinha de Dias de Um Futuro Esquecido.

Mas no final, não são essas tais cenas o grande barato por aqui. O ponto alto do filme na real são as atuações, principalmente a de Michael Fassbender, que entrega em X-Men: Apocalipse o seu melhor desempenho (que já era altíssimo) em toda a franquia – e olha, não estranhe se brotarem algumas lágrimas durante o trecho-chave envolvendo ele e sua família. Além de Fassbender, também vale destacar a participação de Kodi Smit-McPhee, um ator que entrega um Noturno tão cativante quanto aquele que vimos em X2.

Passando longe da qualidade do seu antecessor, X-Men: Apocalipse parece ser um filme que foi produzido às pressas. Na correria para conseguir pegar um resquício do hype de Dias de Um Futuro Esquecido. Porém, mesmo com esse detalhe, ainda é uma produção com boas passagens e ótimas atuações, e por isso mesmo vale a pena ser conferida (ainda que ela comprove a teoria do terceiro filme não ser o melhor das trilogias).

OBS: Que tem uma pequena (e bacana) participação de Wolverine na trama, todos já sabemos. Agora, pra saber qual é o real efeito dela é preciso ficar até o final para ver a cena pós-créditos.

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