Uma montanha-russa de tensão e sustos dos mais variados tipos: é isso que você pode esperar de Invocação do Mal 2, sequência daquele sucesso de 2013 responsável por apresentar ao mundo a Annabelle, a boneca de Baphomet que roubou a cena no primeiro filme. Um longa que mostra como que uma boa direção pode transformar um roteirinho clichê numa baita produção.

Mas antes, se você não sabe o que diabos – três batidinhas na madeira e sinal da cruz – é esse filme Invocação do Mal, calma que eu explico.

O casal de protagonista de Invocação do Mal 2 e o capiroto da vez

O casal de protagonista de Invocação do Mal 2 e o capiroto da vez

Inspirado na vida dos Warren (uma espécie de casal que caça-fantasmas aqui no mundo real), o primeiro Invocação acompanhava o suposto trabalho que essa galera teve para expulsar um fantasma de dentro um casarão mal assombrado. Agora, em Invocação do Mal 2, a treta rola com a filha do meio de uma família inglesa que diz ter sido possuída por uma entidade. Tudo isso justamente quando Lorraine Warren (Vera Farmiga) e Ed Warren (Patrick Wilson) resolvem abandonar os trabalhos de investigação paranormal depois de terem encarado uma entidade cabulosa em um trabalho feito no condado de Amityville.

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Bom, deu para entender que assombrações, possessões e entidades é o que não falta nessa franquia assinada pelo australiano James Wan, certo? No entanto, não venha você achando que esse terror é daquele tipo mais do mesmo. 

Com uma direção bastante inspirada, Wan – que já nos surpreendeu no meio dos anos 2000 com o primeiro Jogos Mortais – não apela toda hora para os sustos fáceis. Nada disso! Apostando tanto em pequenos planos-sequência que entregam aos poucos os cenários, quanto em tensíssimos closes e até algumas saídas visualmente elegantes – como aquela encontrada pelo diretor no momento do “interrogatório” que os Warren fazem à entidade que está no corpo da jovem Janet -, Invocação 2 consegue fugir um pouco dos sustos mais clichês, ainda que, sim, eles existam.

Janet, a jovem possuída pela entidade do filme

Janet, a jovem possuída pela entidade do filme

Agora, não é só de boa direção que vive o filme. O design de produção também faz seu papel por aqui, apresentando cenários bastante sujos, escuros e bem realistas – como no caso da direção de arte da cozinha dos Hodgson, que não deixa dúvidas sobre a situação financeira da família. E também a edição de som, que em boas salas de cinema pode ser um show a parte.  

Porém, mesmo com todos esses prós, não dá para dizer que Invocação do Mal 2 seja um filme perfeito, afinal, quer você acredite ou não que aquilo ali tenha acontecido de verdade, o fato é que o roteiro não entrega nenhuma novidade ao gênero. Além disso, parece que, assim como aconteceu no primeiro filme, não existe uma preocupação profunda em fazer com que a audiência se preocupe com os protagonistas. Talvez até mesmo por sabermos que… bem, eles estão vivos até hoje.

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De toda forma, ao contrário do que aconteceu com A Bruxa, que dividiu o público entre os que amaram e os que odiaram, em Invocação do Mal 2 temos um filme que deve agradar um número maior de pessoas já que ele consegue ser ao mesmo tempo sóbrio e diferente, além de clichê pra daná. E olha, não é por mal não, mas só por saber fazer bem feito essa mistura a produção já valeria o ingresso.

Ah, um último detalhe: se você é fã da Annabelle, não fique triste. Primeiro porque ela aparece rapidamente no filme – meio que só para constar, mas aparece. E segundo porque o capiroto da vez por aqui é bem mais tenso do que ela 🙂

 

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