Será que vale mesmo a pena continuar insistindo nessa ideia? Tai a pergunta que fica no ar no final de uma sessão de Alien Covenant, novo filme do diretor Ridley Scott e também da franquia Alien.

Situado 10 anos após os acontecimentos de Prometheus, Covenant acompanha a tripulação de uma nave (chamada Covenant) que sai da rota de sua missão de exploração para procurar a fonte de um sinal recebido através do espaço. Algo que, na opinião do capitão Oram (Billy Crudup), poderia indicar a presença de um planeta, talvez habitável, bem próximo deles. E é aí que tudo dá errado… claro.

alien-covenant-critica-do-filme

Levando em conta que, apesar do título Alien, Covenant na verdade é uma continuação do mediano Prometheus, nada seria mais justo do que trazer aqui algumas explicações para questões deixadas no episódio anterior, como por exemplo quem seriam os “engenheiros” que trouxeram vida ao planeta ou até porque eles fizeram isso.  No entanto, o roteiro escrito por Michael Green (do excelente Logan) e Jack Paglen (do fraquíssimo Transcendence) não apenas ignora solenemente 99% das pontas deixadas por Prometheus como ainda repete alguns de seus principais problemas, como colocar a história para funcionar na mão de um bando de cientistas e militares completamente despreparados para realizar suas funções mais básicas (tipo não olhar dentro de um casulo alienígena que está se abrindo).

Além disso, graças à inconsistente direção de Ridley Scott — que pode às vezes entregar um trabalho sensacional, como em Thelma & Louise, ou desastres como Êxodo: Deuses e Reis Alien Covenant não funciona nem como suspense (com o primeiro Alien), nem como ação (como é o caso do segundo) e nem como fantasia, algo que poderia ser uma saída interessante por aqui.

Agora, mesmo com todas estas falhas, Covenant tem alguns acertos. E o primeiro tem nome: Michael Fassbender.

alien-covenant-critica

Entregando aqui duas atuações completamente distintas (dos androides David e Walter), Fassbender volta a dominar a tela assim como aconteceu em Prometheus fazendo de seu papel como David algo quase que teatral.

Já o outro ponto positivo vem de um ou outro momento mais inspirado em que Ridley Scott consegue, mesmo que só por alguns minutos, entregar sequências dignas dos 2 primeiros filmes da franquia (como a que se passa dentro do ambulatório da nave logo na primeira parte do longa).

No final das contas o que fica parecendo é que talvez esta franquia já deve ter ido longe demais — lembre-se que, além dos 4 filmes com selo Alien e Prometheus, ainda existem os 2 spin-offs Alien Vs Predador. E para piorar, ela parece ter se esgotado mais cedo do que deveria.

Em breve

Outros lançamentos

Parceiros