Continuando o nosso rolê musical pelo Brasil – que começou pela Bahia -, chegou a vez de fazer uma pequena lista com alguns dos grandes nomes do rock de Belo Horizonte, cafofo de uma boa parte dos integrantes desse blog. Uma terra que, assim como outras, já criou nomes bastantes importantes como Sepultura e Pato Fu, e, claro, até alguns desastres, como Jota Quest e Tianastácia – desculpa aí, gente.

Mas a verdade é que entre erros e acertos, continuamos mais a acertar do que a errar, produzindo músicas e experiências sonoras que misturam desde pedaços do nosso querido Clube da Esquina até porções de Queens of the Stone Age e Yeah Yeah Yeahs. Um mexido sonoro que vem sendo a especialidade da casa há tempos.

E como mineiro come quieto, melhor parar de enrolar e começar logo essa lista. Portanto, fica a dica: pegue aquele seu pão de queijo ou uma bela pinga artesanal e aumente o volume com o som dessa galera.

Churrus

Formada em 2004, essa mistura belorizontina de Wilco com algumas pitadas de Pixies é um verdadeiro achado que não costuma aparecer muito por aí. Vale cada segundo escutado (e também uma passadinha no soundcloud dos caras para você ouvir os álbuns completos).

Lively Water

BH não tem deserto, não tem Rancho De La Luna, mas tem stoner. Ô se tem! E um dos principais nomes, referência no estilo na cidade, é o do pessoal do Lively Water, uma galera que acabou de lançar agora em 2015 o seu primeiro (e excelente) trabalho: Dirtman Rises. Disco de onde tiramos essa porrada.

Green Morton

Ainda na tag “stoner de BH”, temos a galera do Green Morton, uma turma que está na estrada desde 2012 e conta com um EP de 4 poderozíssimas faixas chamado What do you mean by that?”. Um disco recheado de solos à la Alice in Chains de dar gosto.

Santa Dose

Gaitas, guitarras, distorções e um jeitão de som produzido na rota 66, esse é o espírito da Santa Dose, uma banda formada por 6 caras – Bernardo Bauer (Voz, Violão e Guitarra), Lucas Oliveira (Guitarra), Rafael Freitas (Gaita e Voz), Renato Moura (Percussão), André Carvalho (Baixo) e Augusto Brant (Bateria) – com muito talento para o negócio.

Dead Lover’s Twisted Heart

Imagine o que aconteceria se algum maluco um dia batesse no liquidificador o som da Jovem Guarda com Franz Ferdinand e Bob Dylan. Não, não faça essa cara porque a ideia é muito boa e se chama Dead Lover’s Twisted Heart, um dos melhores achados aqui das alterosas.

Fusile

Nada – anote bem isso! -, NA-DA produzido em BH é tão festivo, bacana, divertido e roqueiro quanto o som do Fusile, a encarnação sonora do “Vai pra Cuba”. Uma banda que, além de tudo, tem estilo de sobra.

Young Lights

Apesar do correto ser chamar o som do Young Lights de folk/rock, eu prefiro dizer que eles são a versão mineira (e boa) do Coldplay. Mas calma, não torça o nariz. Estou falando daquele Coldplay legal, bacana, lá do início de carreira. No entanto, talvez isso seja culpa do vocalista Jairo Paes que traz um quê de Chris Martin no vocal, porém, com mais pegada.

Bem, que tal conferir para tirar suas próprias conclusões?

Invisível

Quem acha que rock tem que ser porrada o tempo todo precisa sair da quinta série, colocar os pés no chão e ouvir algumas coisas como da Invisível, uma banda super interessante e com um som mega relaxante feito pelas mãos de André Travassos, Bernardo Zanetti e Lucca Noacco. Som para ouvir na chuva, ou naquele interiorzinho gostoso enquanto toma um café e pensa na vida.

Quase um Morning Phase brasileiro.

The Junkie Dogs

Com os pés no trip-rock e no estilo junkie vem os acordes do pessoal da The Junkie Dogs, uma banda que já está no corre há algum tempo colhendo os frutos do seu excelente primeiro trabalho – que você pode conferir no soundcloud, o álbum The Junkie Dogs, um disco repleto de camadas e letras densas.

Teach Me Tiger

Yes, nós temos o nosso Yeah Yeah Yeahs e ele se chama Teach Me Tiger, um dupla que faz um som mega estiloso e que não fica devendo em nada pra turma da Karen O. Aliás, em muitos pontos (como nessa maravilhosa Badcard e na faixa Song Without Lyrics), eles chegam até a fazer inveja naqueles outros reis dos indies.

Uma banda para você guardar o nome para ver ao vivo assim que puder.

Bônus track: Alcova Libertina

Uma vez por ano todos os belorizontinos de bem e com a graça alcançada aguardam o momento de conferir ao vivo uma das maiores bandas da cidade, a Alcova Libertina. Um nome que leva dezenas de milhares de pessoas anualmente para as ruas com sua versões animadíssimas de clássicos do rock.

“Ah, mas peraí, já fiquei sabendo que essa turma é de um bloquinho de carnaval”. Sim, isso mesmo, mas quem disse que bandas que tocam em cima de um trio elétrico só podem ser consideradas bloquinhos? Quem disse que batuque de carnaval não combina com rock – os irmãos Cavalera discordam disso.

Agora, se ainda não estiver totalmente convencido de que eles são rock sim (e muito!), basta dar o play no vídeo aí de baixo e reservar o seu hotel na cidade no próximo carnaval.

Em breve

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