CSS REEL Nominee
o-vingador-do-futuro

Crítica: O Vingador do Futuro

Quando ouvi falar pela primeira vez em um remake de O Vingador do Futuro (estrelado pelo ícone do cinema de ação Arnold Schwarzenegger) me senti agredido e ofendido. Como assim refazer aquele filme clássico, que marcou seu nome entre os melhores do cinema brucutu juntando Marte, mutantes, Arnold e Sharon Stone?  Pois foi o que aconteceu. “O diretor Paul Verhoeven (RoboCop, Tropas Estelares) sente uma fisgada no coração neste momento”, pensei.

Arnold Schwarzenegger vs. Colin Farrell

Arnold Schwarzenegger vs. Colin Farrell: Quem é o ator mais expressivo?

O fã do Vingador do Futuro clássico talvez não goste de ver Colin Farrell no papel de Doug Quaid, principalmente pela comparação entre os dois protagonistas. Mas assim como Quaid/ Hauser, todos os outros elementos que compõe o remake são diferentes do filme original. Quase tudo aquilo que fez de Vingador do Futuro de 1990 um filme com várias qualidades e vivo em nossa memória ficou de fora versão nova. É como o Karatê Kid na China, aprendendo Kung-Fu com o Jackie Chan: não é necessariamente ruim, mas é diferente.

E justamente por ser um filme com uma proposta de ser diferente do original, além da pequena expectativa em torno da produção, é que não se saiu tão mal quanto se esperava. A direção é de Len Wiseman (Anjos da Noite, Duro de Matar 4.0), que fez um excelente trabalho visual, e elevou a ação a um nível muito bom por sinal. Algumas coisas me agradaram mais se comparadas ao original, como a perseguição de carros, que no remake são “hovercars” com um conceito muito bacana.

Já a trama… foi no caminho contrário. Tentou repetir a dúvida entre uma conspiração e uma mera “viagem virtual”, objetivo que não pôde ser atingido. Fica claro o que está acontecendo em vários momentos, o que tira o “suspense” que havia no original, mesmo colocando várias situações chave chupinhadas da primeira versão. Quem surpreende com a atuação é Jessica Biel no papel de Melina, contrastando com uma Kate Beckinsale bem forçada na pele de Lori Quaid.

No mais, amigo, não tem Marte, não tem mutantes e não tem boneco esbugalhando os olhos freneticamente. Apenas a garota de três peitos foi mantida, em uma das poucas tentativas de conexão direta com o Total Recall noventista. No último episódio do Talk!, eu falava sobre as produções feitas apenas para aproveitar a onda nostálgica que invade o mercado e gira bilhões. Parece que é o caso, mas sabia que o resultado não é tão ruim assim? Rende uma divertida sessão de cinema pipocão com os amigos, se você procura por um filme de ação com um visual bacana e beldades saindo no tapa.

Não deixe seu cérebro do lado de fora para fazer um teste: Se você se sentir confuso com a história, tem algo de errado. Procure um especialista.

Meu Deus.

Comentários

comentários

Powered by Facebook Comments

Últimos posts

under